Valor dos imóveis cairá em 2016, diz FipeZap

  01 de Dezembro de 2015    


Nos últimos anos, observamos uma sequencia de altas no valor dos imóveis, que tornou o valor do metro quadrado em cidades como Rio de Janeiro, um dos mais caros do mundo. Porém de acordo com o índice FipeZap, a maré em 2016 parece estar no sentido contrário.


Segundo Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap e economista da Fipe, até o final do primeiro semestre de 2016, o valor dos imóveis deve chegar ao patamar do final de 2011.


O valor dos imóveis subiu 1,5% nos sete primeiros mêses de 2015, porém a inflação do mesmo período foi de aproximadamente de 7%. Desta forma, podemos observar uma queda real de mais de 5% em 2015.


Alguns motivos que pressionam o valor dos imóveis para baixo:


Crédito imobiliário restrito

  • Restrição do crédito imobiliário (desde abril a Caixa Economica Federal financia apenas 50% do valor de imóveis usados)


Aumento do desemprego

  • O aumento de resgates de FGTS devido ao crescimento do desemprego, os bancos tendem a ficar ainda mais restritos em relação ao crédito imobiliário.


Oferta x Demanda

  • Ainda existe um grande número de imóveis novos em estoque o que leva contrutoras e baixarem drasticamente o valor dos imóveis.


Ninguém sabe ao certo até onde os valores vão chegar, o índice FipeZap faz um cálculo com base na relação histórica do valor do aluguel e o valor dos  júros reais. Neste momento, o retorno anual do aluguel é de 4,7% em relação ao valor do imóvel e juros de títulos públicos são de IPCA + 7,7%. Isso funciona como um incentivo para proprietários venderem seus imóveis com o objetivo de investir o dinheiro em aplicações financeiras, o que tende a aumentar a oferta de imóveis usados no mercado.


O que é certo, é que neste momento, quem quer comprar um imóvel e está com dinheiro aplicado em fundos de renda fixa recebendo juros de mais de 15% ao ano pode aguardar a queda dos preços, para fazer um bom negócio na hora de comprar.



Estoque de imóveis em alta


Em São Paulo, o estoque de imóveis residenciais pronto é recorde, com mais 31 mil unidades à espera de comprador. Para se ter uma ideia, a média registrada na capital paulista é de 17 mil. No Rio de Janeiro, o número de estoque atual é de 11 mil. Já em Belo Horizonte, 4.768 unidades prontas ainda não foram vendidas. É um excelente momento de comprar à vista, porque o poder de barganha pode aumentar.


Oportunidade para negociar aluguéis


O cenário econômico, que combina recessão com inflação alta, tem aumentado as negociações entre inquilinos e proprietários para reduzir os preços dos aluguéis. Desde 2010, os aumentos cobrados pela locação de imóveis vem desacelerando, de acordo com os dados do Índice FipeZap. Em 2013 os aluguéis subiram em média 7,86%. No ano passado, o aumento foi de 2,86% e, este ano, no acumulado até julho, os aluguéis caem 0,5%.


Os proprietários, que dependem da renda do aluguel, estão mais sensíveis a negociações com locatários. Essas negociações são feitas tanto para novos aluguéis quanto para renovações de contratos antigos. A estimativa dos descontos são entre 5% e 12%. Já as reduções para o aluguel de novos imóveis e daqueles desocupados há cerca de nove meses variam entre 10% e 20%.


O processo de diminuição dos preços reverte a tendência dos últimos dois anos, quando aumentos salariais, valorização cambial e baixos custos de empréstimo levaram a um aumento da demanda. Em algumas capitais do país - como Rio de Janeiro e São Paulo – o preço dos imóveis chegou a dobrar. O ciclo de expansão dos preços teve fim com o início do ano de 2015.


Veja os dados completos no Relatório dos preços dos imóveis desde 2011 até hoje:


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