Como a aquisição do Linkedin pela Microsoft influenciará o mercado imobiliário?

  14 de Junho de 2016    

Nesta segunda-feira dia 13 de junho, a Microsoft anunciou sua maior tacada para se reafirmar no mercado de tecnologia. A gigante de tecnologia anunciou a aquisição da rede social LinkedIn por US$26.2 bilhões.


Esta aquisição é de longe a maior aquisição na história da empresa e unifica duas empresas de diferentes segmentos de mercado: Uma é desenvolvedora de ferramentas de software e a outra é a maior rede social voltada para negócios com mais de 400 milhões de membros em todo mundo.


Considerando os valores nominais dos negócios cujos termos foram anunciados, a maior transação até agora havia sido a compra do Skype, em 2011, por US$ 8,5 bilhões. Em seguida, surgem as compras da Nokia, por US$ 7,18 bilhões, em 2013; da aQuantive, por US$ 6,4 bilhões, em 2007; e da Mojang, criadora do game “Minecraft”, por US$ 2,5 bilhões, em 2014.


O atual presidente-executivo do LinkedIn, Jeff Weiner, continuará à frente da empresa e se reportará a Satya Nadella, presidente-executivo da Microsoft. Ele e Reid Hoffman, presidente do conselho, cofundador e sócio controlador, ajudarão na transição. A expectativa é que o processo seja concluido ainda este ano.


O LinkedIn será incorporado ao segmento de Produtividade e Processos de Negócios da Microsoft.


O Linkedin


O LinkedIn é uma rede social especializada em contatos profissionais com mais de 400 milhões de usuários no mundo — e crescendo. Atualmente, o LinkedIn possui mais usuários que o Twitter no Brasil. Diferentemente do Facebook, um perfil no LinkedIn é quase como um currículo digital. Ele deve ser preenchido com o seu histórico profissional, suas aspirações na carreira e experiências pessoais que tenham relação com o seu trabalho.


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Qual é o objetivo da Microsoft?


Esta transação foi a maior aposta por parte da Microsoft de que o futuro da indústria de software está na computação em núvens, o que permite um modelo onde as pessoas e empresas não compram nem desenvolvem soluções própras, mas sim alugam o software como um serviço pela internet.


Isso deixa muito claro que Satya Nadella, CEO da Microsoft vê o futuro da empresa cada vez mais distante dos mundo de software para PC, produtos que uma já ajudaram a empresa a crescer na época de Bill Gates e tornaram a Microsoft uma das empresas mais valiosas do mundo.


Embora a atividade de ambas as empresas seja bem distinto, tanto a Microsoft quanto o LinkedIn ganham dinheiro oferecendo serviços e soluções para um público semelhante, que são executivos e profissionais de diversas áreas.


“O objetivo desta aquisição é juntar soluções de software em nuvem e redes sociais”. Disse Nadella em entrevista por telefone para o New York Times. Isso mostra uma Microsoft cada vez mais focada em atuar no mercado corporativo, de onde ela já obtém boa parte da sua receita. Ao que tudo indica, a empresa quer integrar cada vez mais produtos para este ambiente e a rede social fará parte dessa estratégia.


Para se ter uma ideia, hoje a maior fonte de receitas da Microsoft vem da divisão de cloud computing e servidores. Atualmente, o Windows é apenas a quarta fonte de receita da Microsoft, respondendo por apenas 10% do seu faturamento. Hoje, a vaca leitera da empresa é a sua divisão de cloud computing (Azure) e servidores.


A segunda maior geradora de dividendos da empresa – e exceção ao cenário - é a unidade de games, puxada pela venda de Xboxes e de conteúdo no serviço online Xbox Live; a medalha de bronze fica por conta dos negócios gerados pelo pacote Office. E só depois destes três temos o Windows.


Em uma entrevista, Nadella e Jeff Weiner, CEO do LinkedIn, disseram que sua conversa teve início em fevereiro quando começaram a discutir sobre diferentes formas das empresas trabalharem em conjunto.


O que virá com a junção das duas


Para as ambições da Microsoft, o LinkedIn pode ser, sim, uma excelente oportunidade para dominar de vez o ambiente corporativo dos usuários. O sistema operacional Windows está instalado em 91% dos PCs de todo o mundo, sendo que grande parte dessas máquinas são estações de trabalho nas mais diversas empresas de todo o planeta.


Além disso, a suíte de aplicativos Office conta com os programas mais usados por profissionais de todas as áreas, como o editor de textos Word e o de planilhas Excel. Isso sem falar no Skype como comunicador instantâneo entre colegas dentro do escritório e o servidor de e-mails Outlook. A Microsoft tem presença garantida em quase todo ambiente corporativo imaginável.


Para completar, faltava uma plataforma que agregasse esses profissionais com mais recursos do que o que suas atuais soluções oferecem. Afinal, nem o Outlook, nem o Skype e nem o Office possuem aquele fator "viciante" que redes sociais como o LinkedIn oferecem ao usuário: um mar de conteúdo e oportunidades que parece não ter fim.


Nessa "nova" Microsoft liderada por Satya Nadella desde 2014, que prioriza serviços contínuos no lugar de produtos substituíveis, a palavra mágina é "conexão". Imagine um futuro (próximo) em que o feed de notícias do LinkedIn te ofereça artigos de influenciadores a respeito de um projeto que você está desenvolvendo no Office.


Ou então a possibilidade de compartilhar o seu trabalho com contatos úteis espalhados pelo mundo, que podem te ajudar com dicas e sugestões profissionais. Com o LinkedIn a seu dispor, a Microsoft tem acesso direto a mais de 400 milhões de perfis cadastrados que podem se tornar a principal plataforma de interações que a empresa jamais teve.


A seguir vamos comentar de que formas a Microsoft pretende utilizar as conexões sociais do LinkedIn como ferramenta de vendas integrada a ferramentas de CRM.


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Conectando o mundo profissional

Atualmente todas as informações que profissionais de venda necessitam estão espalhadas em diversas plataformas. Conectando as soluções de software em nuvem e redes sociais profissionais, permitirá uma experiência mais conectada, inteligente e produtiva. Isso permitirá acelerar o tempo de captação de lead e realização de compra.


Por exemplo, hoje, não existe um fonte única que consolide todas as informações do perfil de um profissional. Essas informações estão espalhadas e incompletas em diversas plataformas. No futuro, essas informações estarão consolidadas em um único local e poderão ser acessadas por diversos aplicativos como Outlook, Skype e outros.


Feed de notícias inteligente

Como hoje as informações estão muito espalhadas pela internet, profissionais gastam muito tempo ou perdem informações relevantes para o seu negócio. No futuro, as notícias estarão agrupadas e segmentadas de acordo com sua área de atuação dando agilidade e evitando que você perca fatos importantes que podem ter impacto no seu negócio. Junto com as notícias você tembém poderá ser avisado sobre compromissos de trabalho, datas de projetos e etc.



Venda social

Atualmente vendedores precisam contactar sua base de leads para prospectar novos clientes. No futuro, os sistemas de CRM poderão se conectar ao LinkedIn Sales Navigator que ajuda os vendedores a encontrar interessados para seus produtos. Isso permitirá desenvolver relacionamentos mais próximos com clientes e potenciais clientes aumentando a captação de leads e consequentemente os resultados.



Melhor aproveitamento da equipe

Atualmente empresas tem dificuldade de conhecer sua própria equipe em termos de habilidades e produtividade. No futuro, será possível ter um melhor conhecimento de cada talento de sua equipe tendo o histórico de empregos, produtividade, colaboração e etc.


Aprendizado social

Atualmente apenas 38% dos profissionais acham que podem aprender durante seu tempo de trabalho. No futuro será muito mais fácil por meio do LinkedIn, ter acesso a cursos sob demanda que ajudarão profissionais a incrementarem seu conhecimento e produtividade.


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Como isso influenciará o mercado imobiliário


A Microsoft comprou o Linkedin para que você nunca mais entre em uma reunião sem conhecer muito bem as pessoas com quem você estará.


O que podemos ver é que a tendência das grandes empresas de internet é tentar unificar cada vez mais informações das pessoas que estão espalhadas em diversas plataformas da grande rede com o objetivo de proporcionar uma visão mais completa e de forma mais ágil para seus usuários.


No caso de vendas, toda forma de atendimento de clientes provavelmente mudará nos próximos anos. Com clientes cada vez mais exigentes, profissionais de venda precisarão ter acesso a muitas informações de seus clientes e potenciais clientes fazendo com que os investimentos em tecnologias e software de CRM em nuvem passem a ser fundamentais para que a empresa possa se manter competitiva.


No caso de imóveis isso não será exceção. Por meio de plataformas de site e crm para imobiliárias, será possível:


1 - Segmentar potenciais clientes por localização geográfica, faixa salarial, posição na empresa e que demonstraram algum tipo de interesse em adquirir ou alugar um imóvel nos últimos tempos.


2 - Enriquecer informações já existentes de um determinado cliente por meio de seu email. Isso permitirá um conhecimento mais profundo do cliente, o que será extremamente útil durante o processo de negociação.


3 - Captar informações completas sobre o perfil de novos clientes.


Toda essa inteligência irá além do suporte em vendas, mas também será de grande utilidade para otimizar o trabalho interno dentro das imobiliárias.


Gerentes terão acesso ao perfil detalhado de seus corretores o que permitirá um direcionamento mais apropriado dos atendimentos ao clientes, consequentemente resultando em uma melhor performance de vendas das imobiliárias.


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